Sabe o que são terapias integrativas e complementares?

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As Terapias Integrativas e Complementares (TICs) são as diferentes abordagens terapêuticas que tem como objetivo prevenir doenças, promover e recuperar a saúde, por meio principalmente de uma escuta acolhedora, da construção de laços terapêuticos e da conexão entre o ser humano, o meio ambiente e a sociedade. Elas são reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde do Brasil.

O que são Terapias Integrativas e Complementares?

As TICs consideram aspectos relacionados à saúde mental, física e emocional de maneira integral. Elas são práticas complementares ao tratamento convencional médico e psicológico – nunca excludentes. No Brasil, mais de nove mil estabelecimentos de saúde de atenção básica e serviços de alta e média complexidade oferecem 56% de consultas em terapias complementares.

A Terapia Complementar refere-se ao uso de uma abordagem não convencional em conjunto com a medicina convencional, dando então complemento aos tratamentos convencionais. Elas são usadas em paralelo ao tratamento indicado pelo médico, e de acordo com suas instruções.

A Terapia Integrativa envolve uma integração entre as práticas e o tratamento convencional, em uma abordagem que envolve cuidado com o corpo, mente e espírito. Aqui, há uma integração entre as práticas e o tratamento convencional.

Quais são os benefícios das terapias integrativas e complementares?

As terapias integrativas e complementares têm conquistado cada vez mais espaço por oferecerem uma abordagem ampla do cuidado com a saúde. Em vez de focar apenas no tratamento dos sintomas, essas práticas procuram compreender o indivíduo de maneira integral, considerando fatores físicos, emocionais, sociais e até mesmo ambientais que podem influenciar seu bem-estar.

Entre os principais benefícios está a promoção da qualidade de vida. Muitas pessoas recorrem às terapias integrativas e complementares para reduzir o estresse, aliviar tensões musculares, melhorar a qualidade do sono, controlar a ansiedade e desenvolver hábitos mais saudáveis.

Outro aspecto importante é que essas práticas estimulam o autocuidado. Ao participar ativamente do próprio processo de saúde, o paciente passa a compreender melhor seu corpo, suas emoções e seus limites, favorecendo escolhas mais conscientes para o dia a dia.

Vale destacar que os resultados podem variar de pessoa para pessoa, dependendo da condição clínica, da terapia utilizada e da orientação dos profissionais responsáveis pelo tratamento. Por isso, as terapias integrativas e complementares devem sempre ser utilizadas de forma responsável e, quando necessário, em conjunto com o acompanhamento médico.

Tipos de terapias

Existem várias terapias complementares integrativas e cada uma funciona com um objetivo e direcionamento específico. Por exemplo, a Meditação Mindfulness é uma técnica terapêutica na qual o indivíduo utiliza a prática para focar a sua mente no presente, buscando um estado de clareza mental e emocional.

Terapias mais comuns

As terapias complementares mais comuns incluem:

  • Acupuntura: Recurso terapêutico que vem da medicina tradicional chinesa (MTC) e estimula pontos ao longo dos meridianos de nossa estrutura, usando agulhas finas para promover e recuperar a saúde do corpo e da mente.

  • Arteterapia: Técnicas como pintura, colagem, poesia, fotografia, modelagem, expressão corporal, teatro, música e muitas outras são usadas para favorecer a saúde emocional.



  • Aromaterapia: Óleos essenciais, concentrados voláteis vindos de vegetais e muitas outras opções podem ajudar a equilibrar e harmonizar o corpo e a mente.

  • Apiterapia: Produtos derivados das abelhas podem ser uma das terapias complementares essenciais para ajudar a tratar a saúde mental. Entre os produtos mais usados, temos mel, pólen, geleia real e própolis.
  • Ayurveda: Estes tratamentos levam em conta cada pessoa e sua singularidade, que reúnem técnicas de relaxamento, massagens, minerais, plantas medicinais, posturas corporais e muitas outras opções que auxiliam no tratamento de doenças emocionais e trazem alegria e contentamento.



  • Bioenergética: Usa a psicoterapia corporal e exercícios terapêuticos em conjunto a outras pessoas, por exemplo, como os movimentos sincronizados respiratórios.



  • Cromoterapia: As cores do espectro solar têm o poder de reequilibrar o corpo e suas vibrações.


  • Constelação familiar: A constelação comenta sobre o inconsciente individual e o coletivo, de maneira que exista um inconsciente familiar presente entre aqueles indivíduos.



  • Geoterapia: Usa a argila, barro e lamas de origem medicinal, assim como pedras e cristais que amenizam e cuidam daqueles elementos que podem querer tirar o corpo e a mente de seu equilíbrio.

Estas são apenas algumas das terapias complementares mais comuns. Existem muitas outras disponíveis que podem ser úteis dependendo das necessidades individuais de cada pessoa.

Como escolher a terapia integrativa mais adequada?

Com tantas opções disponíveis, é comum surgir a dúvida sobre qual prática é mais indicada para cada situação. A escolha das terapias integrativas e complementares depende dos objetivos de cada pessoa, de seu estado de saúde e das orientações dos profissionais que acompanham seu tratamento.

Quem busca reduzir o estresse pode encontrar benefícios em práticas como meditação, yoga ou aromaterapia. Já pessoas que convivem com dores musculares ou desconfortos físicos frequentemente procuram recursos como acupuntura, osteopatia ou quiropraxia, sempre respeitando as indicações clínicas.

Também é importante considerar as preferências individuais. Algumas pessoas se identificam mais com práticas que envolvem movimento corporal, enquanto outras preferem técnicas voltadas para relaxamento, respiração ou expressão artística.

Independentemente da escolha, é fundamental procurar profissionais qualificados e instituições reconhecidas. A formação adequada garante que as técnicas sejam aplicadas de maneira ética, segura e alinhada às necessidades de cada paciente.

Além disso, é recomendável informar ao médico ou aos demais profissionais de saúde sobre a utilização de qualquer terapia complementar, principalmente quando houver doenças crônicas, gestação ou uso contínuo de medicamentos.

Quem pode fazer terapias integrativas e complementares?

De forma geral, as terapias integrativas e complementares podem ser utilizadas por pessoas de diferentes idades, desde que respeitadas as indicações específicas de cada prática e as orientações profissionais.

Adultos costumam procurar essas terapias para auxiliar no manejo do estresse, ansiedade, dores musculares, insônia e qualidade de vida. Idosos também podem se beneficiar de determinadas abordagens, principalmente aquelas voltadas para o relaxamento, equilíbrio corporal e promoção do bem-estar.

Em alguns casos, crianças e adolescentes também podem participar de determinadas práticas, desde que haja acompanhamento adequado e indicação profissional. Algumas atividades voltadas para respiração, relaxamento, arte ou música costumam ser adaptadas para diferentes faixas etárias.

Pessoas que convivem com doenças crônicas também podem utilizar terapias integrativas e complementares como apoio ao tratamento convencional, desde que essa decisão seja compartilhada com a equipe de saúde responsável pelo acompanhamento.

É importante lembrar que nem todas as práticas são indicadas para todas as pessoas. Algumas terapias possuem contraindicações específicas e devem ser avaliadas individualmente, reforçando a importância da orientação profissional.

Terapias integrativas e complementares no SUS

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) foram institucionalizadas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (PNPIC) e, atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, de forma integral e gratuita, 29 procedimentos de Práticas Integrativas e Complementares (PICS) à população.

As terapias complementares oferecidas pelo SUS incluem:

  • Acupuntura

  • Homeopatia

  • Fitoterapia

  • Antroposofia

  • Termalismo/Crenoterapia

  • Arteterapia

  • Ayurveda

  • Biodança

  • Meditação

  • Musicoterapia

  • Naturopatia

  • Osteopatia

  • Quiropraxia

  • Reflexoterapia

  • Reiki

  • Shantala

  • Terapia Comunitária Integrativa

  • Yoga

  • Apiterapia

  • Aromaterapia

  • Bioenergética

  • Constelação Familiar

  • Cromoterapia

  • Geoterapia

  • Hipnoterapia

  • Imposição de Mãos

  • Ozonioterapia

  • Terapia de Florais


As TICs desempenham um papel abrangente no SUS e podem ser incorporadas em todos os níveis da Rede de Atenção à Saúde, com foco especial na Atenção Primária, onde têm grande potencial de atuação. Uma das ideias centrais dessa abordagem é uma visão ampliada do processo saúde-doença, assim como a promoção do cuidado integral do ser humano, especialmente do autocuidado.

Qual a diferença entre terapias integrativas e terapias complementares?

Embora os termos sejam frequentemente utilizados juntos, existe uma diferença conceitual entre terapias integrativas e terapias complementares.

As terapias complementares são aquelas utilizadas para complementar um tratamento convencional. Ou seja, elas atuam como um recurso adicional, sem substituir os procedimentos médicos ou psicológicos recomendados.

Já as terapias integrativas representam uma proposta de cuidado mais ampla, na qual diferentes profissionais e abordagens trabalham de maneira integrada para promover a saúde do indivíduo. Nessa perspectiva, o foco está no paciente como um todo, considerando aspectos físicos, emocionais, sociais e comportamentais.

Na prática, os dois conceitos costumam caminhar juntos. O objetivo é oferecer uma assistência mais humanizada, fortalecendo a prevenção de doenças, a promoção da saúde e a qualidade de vida.

Essa visão também está alinhada às diretrizes adotadas pelo Sistema Único de Saúde, que incentiva estratégias voltadas ao cuidado integral da população por meio das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS).

A importância das terapias integrativas e complementares na promoção da saúde

A busca por hábitos mais saudáveis tem levado cada vez mais pessoas a conhecerem as terapias integrativas e complementares como uma alternativa de apoio ao cuidado com a saúde. Essas práticas contribuem para uma visão mais ampla do bem-estar, valorizando não apenas o tratamento de doenças, mas também a prevenção e a promoção da qualidade de vida.

Quando utilizadas de forma responsável e acompanhadas por profissionais qualificados, as terapias integrativas e complementares podem auxiliar na redução do estresse, no fortalecimento do autocuidado e na melhoria do equilíbrio físico e emocional.

Nos últimos anos, o reconhecimento dessas práticas por instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde demonstra a importância de ampliar as possibilidades de cuidado oferecidas à população, sempre respeitando as evidências disponíveis e as necessidades individuais de cada paciente.

Independentemente da terapia escolhida, o mais importante é compreender que essas abordagens não substituem tratamentos médicos quando eles são necessários. Elas atuam como recursos que podem complementar o cuidado e contribuir para uma rotina mais saudável, equilibrada e voltada ao bem-estar.

Conhecer as terapias integrativas e complementares é um passo importante para quem deseja compreender melhor as diferentes formas de promoção da saúde e fazer escolhas conscientes em conjunto com profissionais especializados.

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