O sonho de cursar o ensino superior é uma meta compartilhada por milhões de brasileiros, mas o caminho até o diploma muitas vezes esbarra em barreiras financeiras. É nesse contexto que o financiamento estudantil se consolida como uma ferramenta indispensável para democratizar o acesso à educação. Ele funciona como uma ponte, permitindo que estudantes ingressem em universidades e faculdades privadas sem que o custo imediato das mensalidades impeça o início da jornada acadêmica.
No Brasil, onde cerca de 60,1% da população vivia com até um salário mínimo per capita em 2022 (segundo o IBGE), arcar com os custos de uma graduação exige planejamento e apoio. Programas como o FIES e o ProUni, além das opções de financiamento privado, oferecem prazos estendidos e condições facilitadas que transformam o cenário educacional, tornando-o mais acessível e igualitário.
O que é financiamento estudantil?
De forma simplificada, o financiamento estudantil é uma modalidade de crédito finalista, ou seja, um valor emprestado por instituições financeiras ou pelo governo exclusivamente para custear mensalidades escolares ou universitárias. Diferente de uma bolsa de estudos — que é um desconto ou gratuidade —, o financiamento prevê que o valor seja devolvido após um determinado período, geralmente após a conclusão do curso, quando o profissional já está inserido no mercado de trabalho.
Existem duas frentes principais:
Programas públicos (Governamentais): focados em estudantes de baixa renda (FIES e ProUni).
Financiamentos privados: oferecidos por bancos e instituições financeiras (como Pravaler, Santander e o próprio financiamento próprio das instituições).
Entendendo o FIES: o Fundo de Financiamento Estudantil

O FIES é, sem dúvida, um dos termos mais ouvidos por quem está saindo do Ensino Médio. Criado em 1999 e instituído pela Lei Nº 10.260/2001, o FIES é um programa do Ministério da Educação (MEC) que financia cursos superiores não gratuitos em instituições privadas com avaliação positiva no Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior).
Como funciona o FIES hoje?
Atualmente, o FIES divide-se em modalidades que atendem diferentes perfis de renda. O grande diferencial é a taxa de juros: para muitos candidatos, os juros são zero, sendo corrigidos apenas pela inflação. O pagamento do saldo devedor começa após a formatura, de acordo com a realidade financeira do novo profissional.
Requisitos para participar do FIES
Para se candidatar, o estudante deve cumprir critérios rigorosos estabelecidos pelo MEC:
Desempenho no Enem: É necessário ter participado do Enem a partir da edição de 2010, com média mínima de 450 pontos e nota superior a zero na redação.
Renda familiar: A renda familiar mensal bruta per capita deve ser de até três salários mínimos.
Inscrição: O processo é feito digitalmente através do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
ProUni: Bolsas de estudo em instituições privadas
Embora o ProUni (Programa Universidade Para Todos) funcione por meio de bolsas e não necessariamente por empréstimo, ele é frequentemente agrupado nas discussões sobre auxílio financeiro estudantil por ser uma forma de viabilizar o estudo em instituições privadas sem o custo total.
Criado em 2004, o ProUni oferece bolsas:
Integrais (100%): Para quem possui renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo.
Parciais (50%): Para quem possui renda familiar bruta mensal per capita de até 3 salários mínimos.
Quem pode concorrer ao ProUni?
Além da nota do Enem (mínimo de 450 pontos e redação acima de zero), o candidato deve atender a uma das seguintes condições:
- Ter cursado o ensino médio integralmente em escola pública ou em escola privada como bolsista integral/parcial.
- Ser pessoa com deficiência.
- Ser professor da rede pública (neste caso, o limite de renda não se aplica para cursos de licenciatura).
Financiamento Estudantil Privado: uma alternativa crescente
Nem sempre os programas governamentais conseguem atender a demanda ou os critérios de todos os estudantes. É aqui que entra o financiamento privado. Muitas instituições de ensino, como o UniDomBosco, possuem parcerias com facilitadores de crédito ou oferecem parcelamentos próprios.
Quais são as vantagens do financiamento privado?
Menos burocracia: Frequentemente, o processo de aprovação é mais rápido que o do FIES.
Sem necessidade de Enem: Muitas operadoras de crédito privado não exigem a nota do Enem para aprovar o financiamento.
Contratação a qualquer momento: Ao contrário do FIES/ProUni, que dependem de editais semestrais, o privado pode ser solicitado em qualquer época do ano.
Desafios e a importância da democratização do ensino
Apesar do sucesso de programas de auxílio, o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais. De acordo com o IBGE, embora o percentual da população com ensino superior tenha subido de 17,5% em 2019 para 19,2% em 2022, as disparidades raciais são latentes: 60,7% dos brancos com mais de 25 anos concluíram o ensino médio, contra apenas 47% de pretos e pardos.
O financiamento estudantil é a principal engrenagem para mudar esses números. Segundo o Mapa do Ensino Superior, 90% dos jovens que ingressam na faculdade têm renda de até três salários mínimos. Sem o crédito facilitado, a maioria desses jovens não conseguiria concluir a formação.
Passo a passo para escolher o seu financiamento
Se você está em dúvida sobre qual caminho seguir, siga este roteiro:
Faça o Enem: Ele é a chave para os melhores programas governamentais e até para descontos em financiamentos privados.
Verifique sua renda per capita: Some a renda de todos os moradores da sua casa e divida pelo número de pessoas. Isso determinará se você se encaixa no ProUni ou no FIES.
Consulte a instituição de ensino: Pergunte no centro universitário sobre convênios com bancos ou programas de parcelamento próprio. Muitas vezes, a faculdade tem condições melhores do que o mercado geral.
Leia o contrato com atenção: No caso de financiamentos, entenda as taxas de juros, o prazo de carência (tempo que você pode ficar sem pagar) e o valor das parcelas após a formatura.
Invista no seu futuro
O financiamento estudantil não deve ser visto como uma dívida, mas como um investimento estratégico. O retorno sobre o diploma de ensino superior no Brasil é um dos maiores do mundo em termos de valorização salarial. Programas como FIES e ProUni são portas abertas para quem deseja transformar sua realidade socioeconômica.
O fortalecimento dessas políticas públicas e a modernização do crédito privado são fundamentais para garantir que o futuro dos estudantes brasileiros não seja limitado pelo saldo bancário do presente.
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